Mostrando postagens com marcador Adriana Bechelli. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adriana Bechelli. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de junho de 2011

Os Portais

Dali

Adriana Bechelli


adormece meu corpo
sobre o cais
harmoniosa(mente)
criaturas pairam
em direção o nu estático
alimentam e domam
a desmedida inocência
no entardecer
o tempo é o templo
de um olhar
mira
nasce o rito
romã
entre vê 
um elefante


Kronos


Adriana Bechelli



o relógio marca seis horas
diante da minha inquietação corre o tempo
não queira saber o que se passa
a frente de um minuto

todos os relógios marcam seis horas
o tempo de cada um
é des(semelhante)

do mesmo modo o se ajustar
até o tempo precisa do outro pra direcionar
assim fazemos jus das amarras do relógio
em outros cíclicos são como efêmeras

são seis horas e um minuto....

Atividade de Descrição


A sensação que eu sinto não é apenas pela beleza de uma índia e sim pela pureza que emana, não há distinção da criança encostando-se à pele lado a lado. 
O que se vê é a presença divina a mãe acolhendo e gerando, logo os mesmos serão frutos geradores. A evolução da espécie continua no simples ajoelhar na terra batida no amor à vida.
Assim os índios mostram o quanto nós somos tão pequenos diante do que podemos ser quanto somos chamados de metrópole.
Adriana Bechelli

domingo, 24 de abril de 2011

SEM TÍTULO


Enquadro o meu corpo na Pessoa, queira eu descobrir o mistério de Fernando.
Deleito nos instantes de uma mesa e sob os pés toco na ponta do chapéu que me olha entre tantos que transitam entre Orfh (eu).
Enquanto aqueço e saboreio a xícara branca, envolto a pessoa a mesa e degusto a vida, as cores e os sabores...
O que é pra ver fica no espreito da gaveta e no interior existe o perigo que ainda não me arrisquei.

Adriana Bechelli


quinta-feira, 31 de março de 2011

ESCREVER, COMPOR O TEMPO


e escrever é prolongar o tempo,
é dividi-lo em partículas de segundos...
Clarice Lispector

por Adriana Bechelli

Gosto de escrever quando estou ansioso o tempo é virtude invisível aos olhos meus e os de quem os leem. Improviso para que tais soluções sejam tardias como as tardes interrogativas. Escrever é o limiar de um tempo imaginário profundo mistério. È como se desprender inteiramente das palavras, paradigma: do animismo.
Minibiografia de Adriana Bechelli

Adriana Bechelli nasceu em Mauá, São Paulo em 21/02/1971;
Participou do Concurso de Poesias Mauá na Visão dos Poetas em 1989 6º lugar;
Fundou o Grupo Linguagem Poética, há dois anos em atividade 1992-1994;
Expôs com o grupo os seguintes trabalhos: “Fotos da Cidade&Poemas” e Poemas&Grafites”;
Periodicamente faz fanzine e escreve para o Jornal A Voz de Mauá, a coluna Inúbia;
Em 2003 participou de uma Antologia Poética “As Cidades Cantam o Tamanduateí que Passa” realização da Secretaria de Cultura de Mauá;
Em 2005 lançou o livro Poemas D´Alma contemplado pelo FAC;
Em 2006 lançou o fanzine Do Retorno: Anjo Caído contemplado pelo FAC;
Projeto Mostre Também o Seu Fanzine de sua autoria, atividade mensal realizado em 2006 no Teatro Municipal de Mauá.